Silvinei Vasques nega blitzes ilegais para barrar eleitores no Nordeste em 2022

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, negou nesta quinta-feira (24) ter ordenado blitzes ilegais para dificultar o deslocamento de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022. Réu no núcleo 2 da ação penal da trama golpista, Vasques foi interrogado pelo juiz Rafael Tamai, auxiliar do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a investigação, Vasques teria direcionado operações para impedir o transporte de eleitores, especialmente no Nordeste, onde Lula obteve vantagem sobre Jair Bolsonaro. O ex-diretor, porém, afirmou que as operações tinham como objetivo apenas coibir crimes eleitorais, como transporte irregular de eleitores e bloqueios de rodovias. Ele também negou ter recebido ordens do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, também réu no processo.

Os dados da investigação apontam que o efetivo da PRF foi reforçado no Nordeste no dia da eleição, com 795 policiais e 2.185 ônibus fiscalizados, números muito superiores aos de outras regiões. O julgamento que decidirá sobre a condenação ou absolvição dos acusados do núcleo 2 está previsto para o segundo semestre de 2025.

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