Os ministros do STF Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin se reuniram com banqueiros para discutir o alcance da Lei Magnitsky e as sanções impostas pelo governo Donald Trump. No encontro, representantes de instituições como BTG, Itaú, Santander, Febraban e CNF, além do ministro da AGU, Jorge Messias, ouviram que, mesmo que quisessem, os bancos não podem contornar bloqueios, já que transações — até mesmo via Pix — passam por varreduras automáticas para identificar alvos da lei. Atualmente, as sanções contra Moraes afetam apenas operações em dólar e não bloqueiam seu acesso ao sistema financeiro, mas há receio de que a medida possa se ampliar, inclusive atingindo familiares.
O clima de tensão aumentou após Jason Miller, conselheiro de Trump, declarar nas redes sociais que “não vai parar” até a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde 4 de agosto por decisão de Moraes. Em resposta a um internauta que sugeriu priorizar o impeachment do ministro, Miller publicou: “Libertem Bolsonaro… ou então”, numa ameaça velada, reforçando a pressão política e diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

