A Justiça da Bahia manteve a prisão do empresário Marcelo Batista durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (28), no Fórum Criminal de Salvador, em Sussuarana, conforme confirmado pela TV Aratu. A decisão atende ao pedido de manutenção da prisão preventiva, decretada em 25 de agosto pela Polícia Civil.
Batista foi preso na última terça-feira (26) durante operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no ferro-velho de sua propriedade, no bairro de Pirajá, em Salvador. Ele é acusado de tentativa de homicídio contra três pessoas, incluindo dois ex-funcionários, além de ser investigado pelo desaparecimento e morte de dois jovens em novembro de 2024. O processo corre em segredo de Justiça.
Crimes investigados
Segundo a Polícia Civil, Marcelo é apontado como principal suspeito do duplo homicídio de Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento, 24 anos, e Matusalém Lima Muniz, 25, desaparecidos desde 4 de novembro. Os jovens teriam sido amarrados e torturados antes de serem mortos. Câmeras de segurança do ferro-velho mostraram os rapazes no local pouco antes do desaparecimento, mas grande parte do sistema de monitoramento foi destruído. Vestígios de sangue foram encontrados em um recipiente de lixo.
Além desse caso, Marcelo também é suspeito de ordenar a morte do casal de ex-funcionários Adson Davi do Carmo Santos e Priscila Cruz dos Santos. Segundo investigações, o empresário teria cometido os crimes após acusar as vítimas de roubo.
Histórico e investigações
Marcelo Batista esteve foragido por sete meses após o duplo homicídio de novembro de 2024. Ele se apresentou voluntariamente à Justiça em junho deste ano, mas foi liberado. Em março de 2025, o Tribunal de Justiça da Bahia havia revogado um mandado de prisão contra ele. Outros dois suspeitos, Marcelo Durão Costa e Clóvis Antônio Santana Durão Júnior, receberam liberdade provisória em decisão do juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira, em 25 de fevereiro.
A Polícia Civil também investiga a possível participação de policiais militares ligados a milícias na morte do casal de ex-funcionários, com indícios de execução por encomenda. Um desses policiais já foi preso por extorsão mediante sequestro na Paraíba e por tráfico de armas em Alagoas.
Ainda não há confirmação sobre a data em que Marcelo será transferido para a Penitenciária Lemos Brito, na Mata Escura.

