O comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, entrou no radar do governo dos Estados Unidos e pode ter o visto revogado em meio ao pacote de sanções aplicadas contra autoridades brasileiras. Segundo informações da coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, Washington avalia que o militar teria sido indicado ao posto por Alexandre de Moraes, garantindo apoio da cúpula das Forças Armadas a decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O Departamento de Estado norte-americano teria mapeado encontros entre Moraes e o general, levantando a suspeita de alinhamento prévio em medidas judiciais que também atingiram militares.
Se confirmada, a medida elevaria a tensão diplomática entre os governos Lula e Trump, podendo afetar parcerias militares em andamento. Generais próximos a Tomás avaliam que sanções contra o comandante seriam um “tiro no pé” dos EUA. O tema integra um novo pacote de restrições que já incluiu, nesta segunda-feira (22), a revogação do visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, além de punições à esposa de Moraes, Viviane Barci, e a integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

