A derrota do Flamengo para o Bahia por 1 a 0, neste domingo (5), em Salvador, gerou forte indignação na diretoria rubro-negra. O diretor de futebol José Boto fez duras críticas à arbitragem brasileira e levantou suspeitas sobre os critérios adotados pela CBF, especialmente após o clássico entre São Paulo e Palmeiras. Apesar de reconhecer que o próprio time teve responsabilidade pelo resultado, ao sofrer duas expulsões na Arena Fonte Nova, Boto direcionou sua revolta ao árbitro Ramon Abatti Abel — o mesmo que apitou o empate entre Flamengo e Cruzeiro na última quinta-feira e, dias depois, comandou a vitória palmeirense sobre o São Paulo, resultado que tirou o Fla da liderança do Brasileirão. “O árbitro, que nos prejudicou na quinta-feira passada, teve como prêmio apitar o jogo do nosso rival. A CBF precisa explicar por que os critérios são diferentes, por que o que é falta em um jogo não é falta em outro e por que o VAR não intervém quando deveria”, disparou o dirigente.
Boto ainda afirmou que as atitudes da arbitragem “deixam dúvidas sobre o que acontece nos bastidores” e ressaltou que o clube tem buscado diálogo com a entidade máxima do futebol brasileiro. O dirigente também criticou a falta de punição aos árbitros que cometem erros e disse que a situação “não cheira bem”. Antes dele, o técnico Filipe Luís já havia comentado o tema, destacando a diferença de critérios entre partidas que envolvem os concorrentes diretos pelo título e pedindo mais equilíbrio nas decisões. Com 55 pontos mesma pontuação do líder Palmeiras, mas uma vitória a menos, o Flamengo caiu para a segunda colocação após 12 rodadas seguidas no topo da tabela. O clube avalia levar o caso à CBF antes do clássico contra o Botafogo, no dia 15 de outubro.]
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