A Justiça da Bahia decretou a prisão preventiva de oito investigados apontados como integrantes de um esquema estruturado de grilagem de terras em Feira de Santana. Entre os alvos estão policiais, advogados, servidores de cartório e empresários do ramo imobiliário que, segundo as investigações do Draco e do Ministério Público, atuavam de forma organizada para invadir propriedades, falsificar documentos e comercializar imóveis utilizando registros fraudulentos. O grupo seria dividido em núcleos com funções específicas, atuando desde a obtenção de documentos adulterados até a efetivação das vendas irregulares.
As apurações também indicam que os envolvidos utilizavam intimidação e ameaças contra proprietários legítimos, além de manipular certidões, matrículas e decisões judiciais para dar aparência de legalidade aos crimes. Além das prisões preventivas, outros investigados foram submetidos a medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, restrições profissionais e proibição de acessar cartórios. As ações têm como objetivo impedir novas fraudes e garantir o avanço das investigações que buscam desarticular completamente o esquema.

