Em ano eleitoral, a Lavagem do Bonfim, em Salvador, ganha contornos políticos e passa a funcionar como um verdadeiro termômetro para pré-candidatos, especialmente para os que disputam o governo do estado. A avaliação é do senador Jaques Wagner (PT), que classificou o ato como uma espécie de “pesquisa eleitoral em campo”, onde se destaca quem consegue mobilizar mais apoiadores.
Segundo Wagner, o clima eleitoral acaba aquecendo as torcidas organizadas durante a festa, tornando visível o nível de engajamento político. Ainda assim, o senador ponderou que a celebração vai além da disputa eleitoral e carrega um simbolismo histórico e cultural profundo para a Bahia, ligado à fé e à identidade do povo baiano.
O parlamentar destacou que, no dia do Senhor do Bonfim, a população está voltada principalmente para pedidos de paz, harmonia e solidariedade. Para ele, apesar do ambiente político, a força da festa está no seu astral e na relevância religiosa e histórica que atravessa gerações.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

