A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, na última quarta-feira, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), José Gomes Graciosa, a 13 anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. Por maioria de votos, os ministros também determinaram a perda do cargo público e o confisco de cerca de R$ 3,8 milhões, além da devolução dos valores à União com correção monetária e juros.
A condenação é resultado das operações Quinto do Ouro e Descontrole. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Graciosa e a esposa, Flávia Lopes Segura, ocultaram mais de 1 milhão de francos suíços em contas no exterior, inclusive por meio de uma empresa offshore. Flávia foi condenada a três anos e oito meses de prisão em regime aberto. O caso ganhou repercussão internacional após o Vaticano alertar o Brasil sobre uma doação suspeita de quase US$ 1 milhão à Cáritas Internacional, feita por uma empresa ligada ao conselheiro. A defesa alegou origem lícita dos recursos, mas a relatora, ministra Isabel Gallotti, destacou a incompatibilidade entre os valores movimentados e o patrimônio declarado. Cabe recurso da decisão.
Foto: Reprodução | TCE-RJ

