É ano de Copa do Mundo, mas também é ano de Copa Loreta Valadares. Ao todo, elas vão tomar os campos da Bahia com as 40 equipes divididas entre quatro times na categoria sub-15, oito clubes na sub-17 e 28 competidores na disputa na classe adulta. O lançamento da competição contou com representantes das equipes, autoridades do poder público, imprensa, convidados do âmbito esportivo e de atletas veteranas pioneiras na Bahia, como Aline Lima, Iara Pereira e Rosane Oliveira.
Presente no evento e membro da comissão técnica do time Abrantes, Elizia Guimarães fala que seu clube vai disputar na categoria adulta da Copa Loreta e que a competição é um momento muito simbólico para essas mulheres. “Não é só futebol, não é só elevar o feminino, mas sim trabalhar com sonhos. Sonhos que morreram para muitas mulheres do meu time que são adultas e hoje veem a oportunidade de participar da Loreta para tornar o sonho realidade”, comenta.
Neste ano, a Copa Loreta Valadares vai contar como classificação para a Copa Rainha Marta Nordeste 2026, que teve sua primeira edição no ano passado em Maceió, capital alagoana, e, neste ano, acontecerá em Aracaju, Sergipe, com previsão para o mês de novembro. Por conta dessa dimensão da Loreta, Aline Lima, parte do comitê organizador da Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA e da comissão técnica da Copa Loreta, ressalta a importância do evento.
“Acho um passo importantíssimo pro fortalecimento do futebol feminino na Bahia. A Loreta tem se consolidado como principal competição de desenvolvimento da modalidade no estado, alcançando cada vez mais meninas e mulheres e dando visibilidade”, comenta. A competição ganhou o nome da feminista e ativista política Loreta Valadares, que lutou contra a ditadura militar, sendo, inclusive, exilada. Loreta foi professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), tendo falecido no ano de 2004.
Ascom Sudesb
Madson Souza e Maurício Viana
Créditos: Luis Paulo Leal/Ascom Sudesb.

