Relatório do Coaf aponta movimentação de R$ 3,6 milhões para empresa ligada a ACM Neto

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Banco Central do Brasil, aponta que uma empresa vinculada ao ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões em transferências financeiras.

Segundo o documento, os valores teriam sido enviados pelo Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, e pela gestora de recursos Reag Investimentos.

O relatório faz parte de análises de movimentações financeiras consideradas relevantes pelos órgãos de controle. Esse tipo de monitoramento é utilizado para identificar possíveis irregularidades ou operações atípicas no sistema financeiro.

A revelação surge em um momento de grande atenção no cenário político da Bahia, já que ACM Neto é apontado como pré-candidato ao governo do estado nas próximas eleições.

Até o momento, o relatório aponta as movimentações financeiras registradas, enquanto eventuais esclarecimentos ou investigações mais aprofundadas dependem da análise das autoridades competentes.

O caso adiciona mais um elemento ao debate político e levanta questionamentos que devem ganhar espaço no cenário eleitoral e nas discussões públicas nos próximos meses.

EM NOTA:

ACM Neto afirma que, no fim de 2022, quando já não exercia cargo público, criou a empresa A&M Consultoria LTDA, por meio da qual passou a prestar serviços de análise político-econômica a diferentes clientes.

Entre os contratantes citados pelo ex-prefeito estão o Banco Master e a REAG Investimentos. Segundo ele, os serviços foram realizados de forma regular, com contratos formais e pagamento de impostos.

De acordo com Neto, a atividade de consultoria começou quando ele já estava fora de funções públicas.

Ele explica que o trabalho consistia principalmente em análises da agenda político-econômica nacional, além de reuniões com equipes técnicas e jurídicas das empresas contratantes.

O ex-prefeito também ressaltou que, à época dos contratos, não havia qualquer questionamento público sobre a atuação das companhias citadas.

Ainda na nota, Neto afirma que os valores recebidos pela consultoria são compatíveis com os serviços prestados e que os rendimentos foram declarados.

Ele destacou que, além do Banco Master e da REAG, sua empresa também prestou consultoria a outros clientes no mesmo período.

Na parte final do posicionamento, ACM Neto também questiona o que classificou como “vazamento seletivo” de informações que estariam protegidas por sigilo bancário e fiscal.

atualizada em 14:22h 11/03/2026

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