A FIFA reafirmou que deseja realizar a Copa do Mundo FIFA de 2026 “conforme o planejado”, mesmo diante das crescentes preocupações com a segurança da delegação do Irã. Após reunião do Comitê Executivo realizada em Zurique, nesta quinta-feira, 19, a entidade destacou o compromisso com um ambiente de respeito e fair play entre todas as seleções.
O presidente Gianni Infantino fez um apelo pela paz, sem citar diretamente os conflitos geopolíticos recentes envolvendo Estados Unidos e Israel. “Temos um cronograma e queremos que a competição ocorra como previsto”, afirmou em comunicado oficial.
Boicote aos EUA, não ao Mundial
A seleção iraniana tem jogos programados para Los Angeles e Seattle, mas o presidente da federação local, Mehdi Taj, declarou que o país está “boicotando os Estados Unidos”, e não a Copa do Mundo. A posição pressiona a FIFA a considerar a mudança de sede das partidas do Grupo G.
Como alternativa, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, ofereceu o país para receber os jogos envolvendo o Irã, além de seleções como Nova Zelândia, Bélgica e Egito. Até o momento, a proposta não foi aceita pela entidade máxima do futebol.
Segurança em pauta e pressão política
A situação ganhou ainda mais repercussão após declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu que a delegação iraniana poderia não ter “total segurança” no país. A fala aumentou a tensão em torno da realização das partidas em solo norte-americano.
Mesmo assim, a FIFA mantém o planejamento original, decisão vista por analistas como uma tentativa de evitar precedentes geopolíticos. No entanto, a logística de segurança para jogos em cidades como Los Angeles e Seattle já é considerada um dos maiores desafios da história do torneio.
Riscos esportivos e impasse
Caso o Irã se recuse a disputar partidas nos Estados Unidos e não haja mudança de sede, a seleção pode sofrer sanções severas, como derrotas por W.O. e até exclusão de futuras competições internacionais.
A possível alteração de sedes também esbarra em questões complexas, como contratos comerciais, direitos de transmissão e a logística envolvendo torcedores e outras seleções do grupo — fatores que ajudam a explicar a resistência da FIFA em modificar o cronograma.
Foto: AFP

