Nos bastidores da política baiana, o senador Jaques Wagner voltou a ser chamado de “bruxo” e não por acaso. Após movimentações recentes confirmarem um cenário que já vinha sendo ventilado, cresce a percepção de que o líder petista mais uma vez antecipou o jogo político antes dos anúncios oficiais.
A chamada “previsão” da chapa, que parecia especulação nos corredores do poder, acabou se concretizando, reforçando a fama de Wagner como um dos principais articuladores da política baiana. Para aliados, trata-se de experiência e leitura estratégica. Para críticos, é sinal de decisões concentradas e previamente definidas.
O episódio reacende o debate sobre o peso de Wagner nas articulações e o quanto suas movimentações influenciam diretamente os rumos do grupo governista. Nos bastidores, a avaliação é clara: dificilmente algo de grande impacto acontece sem passar pelo radar do senador.
Enquanto alguns enxergam habilidade política, outros questionam os métodos e o nível de participação de outras lideranças nas decisões.
Uma coisa, porém, é consenso: quando Wagner se move, o tabuleiro inteiro sente e, ao que tudo indica, ele segue jogando vários lances à frente.

