O que era para ser motivo de comemoração já virou dor de cabeça e revolta. Inaugurada com pompa no último dia 3 de abril pelo prefeito Bruno Reis, a Escola Municipal Valdemar Bibiano da Silva, no Bairro da Paz, mal abriu as portas e já está no centro de uma polêmica que escancara problemas na educação da capital.
Denúncias apontam que a unidade está operando em sistema de rodízio, obrigando alunos a frequentarem aulas apenas uma semana sim e outra não. Para pais e responsáveis, a situação é absurda: como garantir aprendizado com um modelo que, na prática, cortar pela metade o acesso dos estudantes à sala de aula.
A repercussão nas redes sociais tem sido imediata, com críticas à pressa em inaugurar a escola sem estrutura suficiente para atender todos os alunos regularmente. Para muitos, o episódio levanta um questionamento inevitável: a entrega foi feita para resolver um problema real ou apenas para gerar vitrine política.
Enquanto isso, quem paga o preço são os estudantes, que veem o direito básico à educação ser comprometido logo após a “entrega” de uma obra que deveria representar avanço, mas que, até agora, simboliza improviso e frustração.

