Cobrança no meio-fio revolta motoristas: aeroporto de Salvador vira alvo de críticas com nova tarifa


A fase de testes de um novo sistema no Aeroporto Internacional de Salvador já começou cercada de polêmica. A partir desta quarta-feira (8), motoristas que ultrapassarem 10 minutos nas áreas de embarque e desembarque poderão ser cobrados medida que muitos já classificam como “taxa disfarçada”.

Implementada pela Vinci Airports, a mudança utiliza tecnologia de leitura automática de placas (LPR), capaz de identificar veículos em tempo real por meio de inteligência artificial. Na prática, o sistema promete organizar o fluxo, mas levanta uma dúvida inevitável: até que ponto a medida melhora o trânsito ou apenas cria mais uma forma de arrecadação?

Para quem depende do aeroporto, principalmente motoristas de aplicativo e familiares que buscam passageiros, a novidade preocupa. Em um cenário de atrasos de voos e tempo imprevisível de embarque, o limite de 10 minutos pode se tornar uma armadilha e o custo, mais um peso no bolso.

A iniciativa reacende o debate sobre a “privatização do espaço público” e até onde concessionárias podem ir ao transformar áreas de circulação em fonte de lucro. Enquanto isso, usuários cobram transparência e questionam se a medida realmente atende ao interesse da população ou apenas ao caixa da administradora.

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