O descarte inadequado de medicamentos vencidos ou em desuso no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário representa uma grave e invisível ameaça à saúde pública e ao meio ambiente. A prática contamina a água e o solo, afetando peixes e outros organismos vivos, além de expor ao risco pessoas que consomem essa água ou se alimentam desses animais.
Como funciona a doação de sobras de tratamento?
Grande parte da população brasileira tem dúvidas sobre o que fazer com os remédios que sobram após o término de um tratamento. Segundo Aline Aparecida Pereira Souza, farmacêutica e responsável técnica da Farmácia Escola do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), o reaproveitamento é seguro, desde que os critérios sejam respeitados.
“A doação de medicamentos é uma forma de ajudar pessoas que não têm condições de comprar, especialmente remédios de uso contínuo ou de alto custo”, destaca.
O que pode ser doado:
Medicamentos dentro do prazo de validade (geralmente superior a 6 meses);
Itens lacrados ou em cartelas (blisters) perfeitamente preservadas;
Amostras grátis recebidas em consultórios médicos.
Segundo o Ministério da Saúde, drogarias e farmácias devem disponibilizar e manter em seus estabelecimentos pelo menos um ponto fixo de recebimento a cada 10 mil habitantes. Outra possibilidade é buscar um ponto de coleta pelo site www.descarteconsciente.com.br
Guia prático: mitos e verdades sobre o descarte
Para além das doações, a falta de conhecimento sobre como descartar o lixo farmacêutico de forma correta ainda faz com que os resíduos químicos parem em aterros comuns.

