Lula justifica ausência na Marcha para Jesus e evita participação em evento religioso em ano eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que optou por não participar da 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), em São Paulo, para evitar interpretações de uso político de um evento religioso.

“Não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, declarou o presidente em mensagem enviada ao organizador do evento, o apóstolo Estevam Hernandes. O contato foi intermediado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.

A conversa entre Lula e Hernandes foi divulgada nas redes sociais por Jorge Messias. No diálogo, o presidente explicou que evita participar de eventos dessa natureza durante anos eleitorais, como forma de não gerar interpretações equivocadas sobre sua conduta.

Apesar de o organizador ter afirmado que a Marcha não seria utilizada como “palanque” político, o evento contou com a presença de lideranças públicas. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, discursou no trio principal ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de outras autoridades.

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que “o mundo do mal vai ser expulso desse governo do Brasil neste ano”, em referência ao cenário político nacional.

A participação de figuras políticas no evento ocorre em meio ao contexto pré-eleitoral, reacendendo o debate sobre a presença de agentes públicos em manifestações religiosas de grande alcance.

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