O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta segunda-feira (15) que o Bolsa Família se consolidou como um direito da população e não deve ser extinto por nenhum governo. Criado durante as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa segue no centro do debate político nacional.
“Esse programa virou um direito adquirido do povo brasileiro. Nenhum governante tem o direito de acabar com ele. Em qualquer país do mundo existem políticas voltadas para pessoas de baixa renda e em situação de insegurança alimentar”, afirmou o senador.
Apesar da defesa da continuidade do benefício, Flávio Bolsonaro destacou a necessidade de ajustes. Segundo ele, o receio de perder o auxílio tem levado muitos beneficiários a evitarem a formalização no mercado de trabalho. O parlamentar afirmou que grande parte dos atendidos já exerce atividades informais.
“Quase 70% dos beneficiários trabalham na informalidade e deixam de buscar a formalização por medo de perder o benefício”, disse.
Ao abordar possíveis mudanças, o senador relembrou iniciativas adotadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2021, o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil, com valor mínimo de R$ 400, posteriormente ampliado para R$ 600 em 2022, sendo que parte desse aumento teve caráter temporário. Também foi implementado, em 2019, o pagamento de uma 13ª parcela do benefício, que não teve continuidade nos anos seguintes.
Como proposta para o futuro, Flávio Bolsonaro defendeu a ampliação do período de transição para beneficiários que ingressarem no mercado formal ou abrirem um negócio próprio. A ideia é permitir que essas pessoas continuem recebendo o auxílio por mais tempo, incentivando a independência financeira.
“Nossa proposta é garantir que, ao entrar no mercado formal ou empreender, o cidadão não perca imediatamente o benefício, mas tenha um período maior de adaptação, mostrando que é possível conquistar autonomia sem depender de políticos”, concluiu.

