O ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador, Luciano Sandes, se pronunciou nesta terça-feira (14) pela primeira vez após ser alvo de uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ele afirmou ser inocente e revelou que pediu exoneração do cargo para se dedicar integralmente à própria defesa.
A investigação aponta a existência de um suposto esquema envolvendo fraudes em licitações, direcionamento de contratos, superfaturamento e ocultação de recursos, que teria provocado um prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres da Prefeitura de Salvador ao longo de uma década.
Segundo o MP-BA, as irregularidades estariam ligadas a contratos firmados pela Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e pela Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), período em que Sandes comandava a pasta.
Em nota, Luciano Sandes disse ter recebido a operação com “surpresa”, mas afirmou manter tranquilidade e confiança de que sua inocência será comprovada ao final das investigações.
Afastamento e medidas judiciais
O Ministério Público da Bahia solicitou o afastamento de Sandes e do vereador George Gordinho da Favela (PP), também investigado no caso. Além disso, pediu a prisão preventiva de ambos, mas a Justiça não acatou os pedidos.
Os dois seguem investigados por crimes como fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção, e estão proibidos de manter contato entre si durante o andamento do processo.

