O Nordeste brasileiro deve sentir os efeitos do Super El Niño nos próximos meses, com previsão de temperaturas acima da média, redução das chuvas, seca e aumento do risco de queimadas. Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o cenário deve se intensificar a partir de agosto e permanecer durante grande parte do segundo semestre.
Para minimizar os impactos do calor dentro de casa, a arquiteta e pesquisadora em Afroneuroarquitetura, Inaha Paz, recomenda aproveitar a ventilação cruzada, manter cortinas fechadas nos horários de maior incidência solar, evitar o uso de aparelhos que geram calor durante o dia e investir em áreas verdes sempre que possível. Segundo a especialista, adaptar a rotina ao comportamento térmico da residência também contribui para o bem-estar.
Enquanto Norte e Nordeste enfrentam uma onda de calor mais intensa, o Sul do país deve registrar chuvas volumosas, com risco de enchentes, inundações e deslizamentos. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, as precipitações podem favorecer atividades agrícolas, beneficiando culturas como milho, algodão, cana-de-açúcar e café.
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