O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, voltou a subir o tom contra o sistema de transporte público da capital baiana. Em declarações recentes, ele apontou falhas, criticou a qualidade do serviço e responsabilizou a atual administração pelo cenário de crise enfrentado pela população.
O que chama atenção, no entanto, é a memória seletiva do ex-gestor. Grande parte dos problemas estruturais do transporte municipal teve início durante a sua própria gestão, marcada por mudanças no modelo operacional, redução de linhas e dificuldades enfrentadas por empresas concessionárias.
Hoje, sob o comando do prefeito Bruno Reis, aliado político direto de Neto, o sistema não apenas herdou essas fragilidades como também viu a situação se agravar, com queixas constantes de superlotação, demora e queda na qualidade do serviço.
A crítica de ACM Neto levanta questionamentos inevitáveis: até que ponto o discurso é uma tentativa legítima de apontar problemas ou apenas uma estratégia política que ignora responsabilidades do passado? Para muitos usuários do sistema, pouco importa quem está certo no debate. O que a população quer e cobra é solução.

