Diretor da Faculdade de Comunicação e estudante procuraram a Polícia Civil após tumulto envolvendo Diego Castro e integrantes de sua equipe
Uma confusão envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) terminou com registros de queixa na Polícia Civil nesta quinta-feira (20), após um tumulto na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador.
O diretor da Facom, professor Washington Souza Filho, e o estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da unidade, registraram ocorrências na 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho após o episódio. Segundo relatos, Tobias teria sido empurrado por um integrante da equipe de segurança que acompanhava o parlamentar.
Deputado foi à universidade para retirar adesivos
Segundo a assessoria de Diego Castro, o deputado esteve na UFBA após receber uma denúncia sobre a presença de adesivos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas dependências da universidade.
O parlamentar retirou parte dos materiais e registrou a ação em vídeo. A iniciativa provocou reação de estudantes, que questionaram a presença do deputado no campus. A equipe de Castro afirmou que o grupo também foi alvo de agressões durante o tumulto.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram momentos de discussão entre estudantes, o deputado e integrantes de sua equipe. Em uma das imagens, um assessor aparece empurrando um estudante contra uma parede.
UFBA repudia episódio
Em nota, a UFBA afirmou repudiar os atos de violência, intimidação e desrespeito ocorridos na Faculdade de Comunicação. A universidade também manifestou solidariedade aos integrantes da comunidade acadêmica envolvidos no episódio.
A instituição informou ainda que acionou a Polícia Federal para reforçar a segurança no campus, especialmente diante do período eleitoral.
A Assembleia Legislativa da Bahia também se manifestou e declarou que a conduta de Diego Castro não representa o posicionamento institucional da Casa. Uma representação foi formalizada para apurar possível quebra de decoro parlamentar.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que vai apurar as circunstâncias da confusão e as denúncias apresentadas pelas partes.
