Os representante de campanha dos presidenciáveis Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foram nesta quinta-feira (22) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apresentar as documentações autorizando a quebra de sigilos dos candidatos e aliados.
Por volta das 11h chegavam a Corte Eleitoral os integrantes da equipe de Lula: o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o senador Câmilo Santana (PT-CE); o ministro da Secretaria-Geral do governo, Guilherme Boulos; o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira; e a deputada federal reeleita Camila Jara (PT-MS).
Os representantes de Flávio Bolsonaro chegaram logo depois, a equipe constava o senador eleito Deltan Dellagnol (Novo-PR) e a advogada Maria Claudia Bucchianeri. Na chegada ao tribunal, eles anunciaram que gostariam de analisar a “completude” do material disponibilizado por Lula antes de apresentar a quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro.
A repercussão sobre as “quebras de sigilos” aconteceu durante o debate da band, no último domingo (18). Na quarta-feira (21), Flávio impôs uma série de condições para aceitar o desafio proposto pelo presidente petista, dentre eles estão: a abertura dos sigilos bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola; documentos sobre a relação do governo com Daniel Vorcaro e com a lobista investigada pela Polícia Federal (PF) no caso do INSS, Roberta Luchsinger.
Além disso, Flávio ainda cobrou os gastos corporativos da primeira-dama, Janja desde 2023, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente Lula ao Palácio da Alvorada, o uso de helicópteros e despesas do Palácio.
A defesa de Lula aceitou a proposta de transparência “sem se opor a absolutamente nada”, mas condicionou o acordo ao cumprimento integral das exigências originais do desafio, sem exclusão de empresas ou investigados e já entregou a documentação ao TSE. A equipe de Flávio afirmou que também vai entregar até às 23h59 desta quinta-feira (22).
Na petição, os dois candidatos pedem ao ministro relator do caso, André Mendonça determine, ainda nesta quinta-feira, “a requisição dos dados ao Banco Central do Brasil, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e a sua divulgação simultânea no DivulgaCand Contas ou em outro sitio eletrônico de acesso público”.
Crédito: Renato Pizzutto/Band