o Afro Fashion Day, comemora 10 edições neste ano, se consolidando como a passarela da moda mais negra no Brasil. Com o tema “Música – Resgatando raízes e elevando vozes”, o desfile acontecerá no dia 1º de novembro, em Salvador, abrindo as celebrações pelo Mês da Consciência Negra. Após três edições no Terreiro de Jesus, no Pelourinho, o evento agora irá ocupar a Praça 2 de Julho, no Largo do Campo Grande. A programação é gratuita e terá início às 11h, com a Feira da Sé, oficinas e atrações musicais. Já o desfile está previsto para às 19h.
O tema proposto neste ano será dividido nos blocos “Percussão Ancestral”, “Festiva” e “Contemporânea”. “Vários temas passaram pela nossa cabeça, mas sentíamos que precisávamos de um que celebrasse o Afro Fashion Day. Então, nós resolvemos trazer a música para rememorar todos os nossos anos de história, grandes feitos e trabalhos. Queremos muito trazer o que tem de melhor na música na Bahia, fazer um espetáculo para além do desfile com a união da moda com a música”, conta Nelson Pereira, analista de marketing do projeto.
A expectativa é que cerca de oito mil pessoas prestigiem a programação do AFD, que tem como objetivo dar visibilidade a modelos, estilistas baianos e designers negros ligados ao universo fashion. “O Afro é um projeto que foi crescendo não só de tamanho e quantidade de gente. Ele foi acrescentando diversidade, mais corpos e, talvez, até tenha ido muito mais à frente do que o mundo estava caminhando. O AFD acaba sendo uma grande celebração. Ter um evento que está completando 10 anos é uma grande vitória, seja ela no formato comercial ou no formato social. Eu acho que tem muita gente que se espelha nesse projeto e faz questão de participar. Vai ser um grande marco na cidade, a maior edição em questão de público e tamanho de estrutura”, declara Luciana Gomes, gerente Comercial e Marketing do jornal CORREIO, realizador do projeto. Ela adianta ainda que existe possibilidade do evento contar com apresentações artísticas e shows inéditos.

