Balada Literária da Bahia 2024, tem tema Música brega

A paixão tomou conta da nona edição da Balada Literária da Bahia. Prestando homenagem à música brega e romântica, o evento cultural acontece de hoje (2) a quarta-feira (4), com atividades gratuitas no bar Ogodô Music Dance, no Pelourinho. Partindo do amor como gancho central, a programação se desdobra além da música popular, com exibição de filmes, lançamento de livros, bate-papos, discotecagem comentada, oficina de escrita criativa e sarau de poesia.

Abrindo a programação da Balada, Marcelino Freire lança em Salvador o romance Escalavra (Amarcord), hoje (2), às 19h. O evento contará com bate-papo com a escritora Luciany Aparecida, autora de Mata Doce (Alfaguara), e a jornalista Ana Cristina Pereira, além de leitura dramática de trechos de Escalavra e Mata Doce feita pela atriz Vera Lopes. Entrada gratuita.

A Balada Literária nasceu em São Paulo, em 2006, a partir do movimento do escritor e agitador cultural Marcelino Freire. Em seus anos de realização, atraiu a atenção do poeta e produtor cultural baiano Nelson Maca, que passou a frequentar regularmente o evento e, em 2015, articulado com Freire, decidiu realizar a primeira Balada Baiana. “Quando a Balada fez 10 anos, veio a ideia de fazer uma edição comemorativa em Salvador, que aconteceu na Biblioteca dos Barris. Deu super certo e, muito espontaneamente, demos seguimento”, relembra Maca. Além de São Paulo e Salvador, as cidades de Recife e Teresina também realizam edições do evento.

Nesses nove anos, o evento já recebeu autores como Valter Hugo Mãe, Ungulani Ba Ka Khosa, Aldino Muianga, Alice Ruiz, Paulo Lins, Itamar Vieira Júnior, Milena Brito, Luciany Aparecida, além da presença constante do criador da Balada, Marcelino Freire. “Nelson Maca, parceiro da Balada Literária, trouxe a poesia mais fortemente, a palavra cantada, a performance, outras atitudes às nossas atitudes. Estreitamos com uma conversa com a África, com a oralidade, com as autorias negras”, diz Freire.

A Balada baiana segue a tradição de eleger uma referência para cada edição. “Por aqui, por questão estética, política e afetiva, homenageamos pessoas negras. Já destacamos Luiz Melodia, Vera Lopes, Lazzo Matumbi, Noêmia de Sousa, Vó Cici e Juraci Tavares. Agora chegou a vez de Evaldo Braga (1945-1973), o ídolo negro”, declara Maca. Apesar de uma vida curta, o cantor e compositor carioca se destacou pela atuação no romantismo musical brasileiro.

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