A brasileira Marina Lacerda, de 37 anos, falou publicamente pela primeira vez sobre os abusos sofridos pelo bilionário Jeffrey Epstein, morto em 2019. Ela tinha apenas 14 anos quando foi aliciada nos Estados Unidos.
Depoimento
- Marina relatou que conheceu Epstein em Nova York após receber uma indicação de amiga para um “emprego” que pagaria US$ 300 por uma massagem.
- Ela descreveu a experiência como do emprego dos sonhos ao pior pesadelo, marcando os primeiros anos da adolescência.
- Disse:
“Como imigrante do Brasil, sinto-me empoderada por saber que a garotinha que lutava para sobreviver aos 14 e 15 anos finalmente tem voz.”
Evento em Washington
- O discurso ocorreu em coletiva em frente ao Capitólio, organizada por cerca de dez sobreviventes.
- O grupo pede que o Congresso dos EUA aprove o Projeto de Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que prevê a divulgação de documentos não confidenciais atualmente sigilosos do FBI e do governo.
- O evento foi apoiado pelos congressistas Thomas Massie (republicano) e Ro Khanna (democrata), embora líderes republicanos tentem barrar o avanço da proposta.
Contexto político e divulgação de documentos
- A divulgação dos arquivos, com mais de 33 mil páginas, inclui interrogatórios gravados com vítimas entre 2005 e 2006.
- A situação envolve desgastes políticos, incluindo críticas ao ex-presidente Donald Trump, acusado de resistir à liberação completa dos documentos.
- A deputada Marjorie Taylor Greene defendeu a transparência, afirmando que é importante citar nomes das pessoas poderosas envolvidas.
Foto: Reuters / Reprodução

