Câncer de próstata: principais fatores de risco

Uma pesquisa divulgada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostrou que, no Brasil, menos de 40% dos homens com mais de 50 anos realizaram exames de próstata no último ano e que pelo menos 36% dos entrevistados nunca fizeram o chamado exame de toque retal, PSA (Antígeno Específico da Próstata) ou ultrassonografia, as principais formas de detecção do câncer de próstata.

O diagnóstico precoce é importante para detectar a doença em estágio inicial, já que, nessa fase, sintomas ainda não são evidentes.

o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa foi de 71.730 novos casos em 2023, enquanto o número de óbitos decorrentes da doença, em 2021, foi de 16.300. Os dados reforçam a importância da prevenção contra a doença, mas, por outro lado, especialistas alertam que os principais fatores de risco para a doença não são “preveníveis”.

O assunto foi debatido no “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” desse sábado (10). No episódio, dr. Roberto Kalil recebe William Nahas, professor titular de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e presidente do Conselho Diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), e Diogo Assed Bastos, oncologista do Hospital Sírio-Libanês.

Um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata é a idade: tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 60 anos, segundo o Inca. Além disso, também existem fatores genéticos que aumentam o risco do tumor. Segundo o Instituto, ter um pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos aumenta a chance de desenvolver a doença.

“Como a maior parte dos casos tem a ver com a idade, genética e ancestralidade, esses principais fatores não têm como você prevenir. É claro que melhorar obesidade e sedentarismo ajuda, mas não resolve o problema”, afirma Bastos.

No entanto, evitar fatores de risco “modificáveis” — ou seja, relacionados ao estilo de vida — ainda segue sendo importante para prevenir o câncer de próstata. Além disso, realizar exames de rotina é fundamental para aumentar as chances de diagnóstico precoce.

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