O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou, na quarta-feira (7), que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) instaurasse, de forma imediata, uma sindicância para apurar a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos. A decisão ocorreu após o recebimento de denúncias formais sobre o atendimento oferecido a Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e sofreu uma queda na cela dias após passar por cirurgias para correção de hérnia.
Em nota, o CFM afirmou que o quadro de saúde do ex-presidente exige monitoramento contínuo e assistência médica com múltiplas especialidades. A medida ganhou repercussão após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar inicialmente o pedido da defesa para a realização de exames em hospital particular. Posteriormente, Moraes autorizou a transferência, mas anulou a determinação do CFM, alegando falta de competência do órgão, e ordenou que a Polícia Federal colha o depoimento do presidente do conselho em até dez dias.
Foto: Marcos Corrêa/PR

