O clima político esquentou de vez após o senador Ângelo Coronel admitir publicamente seu afastamento do PT e declarar voto em Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. A justificativa, direta e sem rodeios “sempre me dei bem com ele”, caiu como uma provocação em meio ao já conturbado cenário de alianças.
A fala de Coronel expõe não apenas um rompimento político, mas também levanta questionamentos sobre a fragilidade das alianças ideológicas. Críticos apontam que a declaração reforça uma lógica de conveniência pessoal acima de projetos partidários, evidenciando o quanto relações políticas podem ser voláteis quando interesses entram em jogo.
Nos bastidores, a movimentação é vista como mais um sinal do desgaste entre lideranças que antes orbitavam o campo petista. O gesto também amplia o espaço de influência do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo em regiões historicamente dominadas por adversários políticos.
Por outro lado, aliados de Coronel defendem que o senador apenas foi transparente ao expor uma afinidade política construída ao longo dos anos. Ainda assim, a declaração não passou despercebida e já provoca reações dentro e fora da Bahia, alimentando um cenário de polarização que promete se intensificar nos próximos movimentos rumo à disputa presidencial.
