Deputado Glauber Braga é retirado à força por polícia na câmara

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), após se recusar a deixar a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). A ação foi executada por policiais legislativos e ocorreu durante a primeira fase da sessão plenária, momento reservado a discursos de Pequeno Expediente.

Segundo relatos de parlamentares, o clima ficou tenso no plenário. Após Glauber afirmar que não sairia, os policiais iniciaram o esvaziamento do espaço, a TV Câmara interrompeu a transmissão ao vivo e a imprensa foi retirada, ficando impedida de acompanhar a movimentação interna. Imagens obtidas pela TV Globo mostram policiais legislativos conversando com o deputado momentos antes da retirada.

A situação ocorre em meio à possibilidade de o plenário analisar o pedido de cassação do mandato de Glauber Braga. O presidente Hugo Motta anunciou que o tema pode ser votado já nesta quarta-feira (10). O deputado é acusado de agressão a um manifestante dentro da Câmara e teve um parecer pela cassação aprovado pelo Comitê de Ética em abril. Ele recorreu à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas o recurso foi rejeitado.

De acordo com o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), Glauber ficou indignado com a decisão de Motta de pautar o caso de forma “surpreendente”, o que teria motivado a ocupação da Mesa Diretora. A sessão ocorria no mesmo dia em que a Câmara poderia votar o projeto que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelas ações golpistas do 8 de Janeiro.

O processo de cassação agora depende de deliberação do plenário, que pode confirmar ou reverter as decisões anteriores.

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