Exposição sobre Censo das Pessoas com Doença Falciforme na Estação Lapa

A Fundação Hemoba, juntamente com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e a CCR Metrô Bahia, promove uma exposição fotográfica para divulgar o Censo das Pessoas com Doença Falciforme (DF), de 17 de setembro a 27 de outubro (Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes), na Estação de Metrô da Lapa. O Censo tem como objetivo mapear os pacientes em toda a Bahia para descentralizar os serviços de hematologia ao interior do estado. A pesquisa será divulgada através de panfletos, cartazes, cards para redes sociais, vídeos para internet e banners para sites. O link para coleta de dados está disponível no site da Fundação (http://www.hemoba.ba.gov.br/). A Bahia é o estado que apresenta a maior incidência de DF no Brasil, estimada em 1 caso para cada 650 nascimentos.

A doença falciforme é genética, hereditária e caracterizada por alterações nas hemácias (glóbulos vermelhos), que se tornam rígidas e assumem formato de foice, dificultando a passagem de oxigênio para cérebro, pulmões, rins e outros órgãos. Muitas pessoas com DF necessitam de transfusões regulares de sangue ao longo da vida, especialmente durante crises de saúde agudas. Por isso, a doação de sangue é crucial para garantir o tratamento desses pacientes. A DF é mais comum em indivíduos da raça negra (pretos e pardos), mas, devido à intensa miscigenação ocorrida historicamente no Brasil, pode ser observada também em pessoas de raça branca.

Na Bahia, segundo o Boletim Epidemiológico Doença Falciforme divulgado pela Sesab, entre janeiro de 2017 e abril de 2024, foram notificados 4.361 casos da doença. Já entre os anos de 2015 e 2023, foram realizadas 17.598 internações por causa da enfermidade. Em 2024, o Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim, unidade da Hemoba, realizou o atendimento de mais de cinco mil pacientes provenientes da capital e do interior, incluindo assistência transfusional, atenção farmacêutica, consulta e dispensação de medicamentos de alto custo.

As fotografias da exposição, de autoria de Rodrigo Salvador, retratam sete pacientes do Centro de Referência em poses alegres, mostrando que há vida além da enfermidade. Sobre seu trabalho, Rodrigo compartilhou: “São ações como essa que me fazem perceber o quão longe minha fotografia pode chegar. Com ela, posso ajudar de forma mais direta uma parcela da sociedade que é inviabilizada todos os dias. Me fez bem saber que o meu trabalho é muito mais útil do que eu imaginava. O sentimento de empatia foi um dos principais motivos de fazer essas fotos.”

Deixe um comentário

Notícias Relacionadas

Redes Sociais

Categorias

Precisa de ajuda?