Dois sócios e um diretor da varejista Fast Shop fecharam acordo de não persecução penal com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) após investigação que revelou esquema de desvio de recursos públicos por meio de créditos de ICMS. Pelo acordo, a empresa se compromete a pagar R$ 100 milhões a título de prestação pecuniária penal, além da devolução integral dos valores desviados.
Segundo o MP, os responsáveis também deverão implantar um programa rigoroso de compliance e adotar novas práticas de gestão. A Operação Ícaro, deflagrada em agosto, apurou que os empresários pagaram mais de R$ 422 milhões a uma empresa de fachada ligada a auditores fiscais da Sefaz-SP, garantindo em troca cerca de R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS entre 2021 e 2025. Um dos diretores da Fast Shop chegou a ser preso. A companhia, em nota, disse colaborar integralmente com as autoridades.
Foto: Agência Brasil

