Feira da ALBA traz renda de bilro, aromas e muitas novidades

Peças de artesanato tradicional, contemporâneo, costura criativa e produtos cosméticos, fitoterápicos e alimentícios, são os principais artigos expostos e à venda na Feirinha da ALBA desta semana. O evento começou na segunda-feira (30) e vai até sexta-feira (4), nas 14 barracas distribuídas ao longo do corredor em frente ao refeitório da instituição.

Uma das novidades da feira é a barraca com peças feitas com renda de bilros – artesanato tradicional de técnica milenar -, como adornos, toalhas e centro de mesa, vestidos, camisas e bolsas agregando. Além dos artigos, o servidor e visitante podem assistir, presencialmente, a uma artesã tecendo renda, numa almofada sobre um suporte de madeira, utilizando os bilros para entremear as linhas.

A artesã é Mestra Dinoélia, 65 anos, primeira mestre do Nordeste e imortal pela Organização Internacional de Folclore e Artes Populares (IOV) Brasil-Unesco, também coordenadora geral da Associação da Rendeira de Dias d’Ávila, entidade que propôs a realização da feira ao líder da maioria na Casa Legislativa, Rosemberg Pinto (PT).

Para Dinoélia, que é a quinta geração de rendeiras da família, o evento está sendo uma importante oportunidade de passar o conhecimento da técnica para um número maior de pessoas, “pra ajudar a salvaguardar o nosso artesanato, pois muitos baianos não conhecem, nunca viram ninguém fazer presencialmente, mostrar o que a gente produz”.

Também membro da Associação de Rendeiras de Dias d’Ávila, Mônica Monteiro, vende joias personalizadas (com nome e foto do cliente). Dona da loja Juju Acessórios, ela vai lançar uma de joias feitas com escamas de peixe. “Na ALBA estou recebendo muitas encomendas. Aqui a gente faz um marketing sem ter custo”, comemorou.

AROMAS

Outra novidade da Feira da ALBA, são os aromas, em frascos e velas, feitos e vendidos por Kenia Rodrigues, que começou no ramo há três anos e se diz realizada com a escolha. Segundo a empreendedora, os aromas não são só apenas produtos, envolve a memória olfativa. “Com os aromas, a gente leva boas lembranças, carinho, leva memória pra casa. A experiência de vender na ALBA pela primeira vez está sendo maravilhosa, as pessoas estão gostando dos produtos, já fiz cerca de 40 contatos, é deu pra ver que vai ser uma semana muito produtiva”, comemorou.

Em outra barraca, a artesã Marcia Brito expõe os trabalhos em bordado e crochê feitos pela mãe, com quem aprendeu o ofício. São blusas, casacos, shorts, saias infantis em crochê, bonecas de pano, panos de prato bordados e chaveiros. “A gente tem um preço muito bom. O orçamento é feito dentro daquilo para que a gente não perca e não fique tão pesado para o cliente porque, assim como queremos vender, o cliente quer comprar”, afirmou.

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