
A tradicional Lavagem do Bonfim, em Salvador, atraindo milhares de fiéis e também sendo palco de presenças políticas em ano eleitoral, teve ausência notável de grandes nomes da política baiana, especialmente do senador Ângelo Coronel (PSD) e de seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD), que não participaram do cortejo marcado nesta quinta-feira (15). A falta dos dois — peças centrais nas negociações para a composição da chapa governista em 2026 — acabou chamando atenção e reforçou as especulações de que as articulações políticas seguem intensas nos bastidores, com impasses sobre o papel do senador na majoritária.
Apesar de líderes como o ex-prefeito ACM Neto (UB) e aliados terem participado e aproveitado a festa para debates e mensagens políticas, além de declarações de outros representantes sobre estratégias eleitorais, a ausência de Coronel e outros “figurões” evidenciou certo distanciamento de caciques tradicionais da celebração neste ano. Isso pode refletir, segundo analistas, o atual contexto de negociações e disputas internas nos grupos políticos à medida que a campanha eleitoral avança.

