Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (16), o governador Jerônimo Rodrigues (PT), provocou o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB) a se pronunciar uma vez teve seu nome de forma referência ‘’indiretamente’’ para que o político viesse a falar sobre tema ‘’zero um antigo’’, dentro da operação da Polícia Federal que apura fraudes em licitações e desvios de R$ 1,4 bilhão em recursos.
“O ex-prefeito está fugindo do debate sobre o que aconteceu com o amigo dele. Eu o vi sumindo das redes sociais. O próprio jornal dele sumiu. O jornaleco sumiu. O jornaleco não o entrevistou. Eu quero que o jornal o entreviste. Quem tem que falar é ele da fuga.”, disse Jerônimo.
“Quando você tiver essa resposta da fuga, eu também quero saber, eu tô louco. Porque me irrita muito quando eu vejo as pessoas desviarem dinheiro público. Vem pra minha pele.”, finalizou.
Entenda o caso
A Policia Federal (PF) aponta indícios de que um empresário pode ter pedido ajuda ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto para destravar negócios de um grupo empresarial suspeito de fazer parte de um esquema de desvio de recursos públicos. Segundo investigadores, há diálogos entre os alvos da operação que sugerem uma referência ao dirigente do partido União Brasil.
Na mensagem, Parente fala sobre a aproximação de Moura com o “zero um antigo”. “Foi o Marco que resolveu, entendeu? Falou com o zero um antigo. O zero um antigo falou e resolveu”, diz ele na mensagem interceptada. Segundo a PF, “supõe-se que o ‘zero um antigo’ e o ‘amigo’ de Marcos Moura sejam a mesma pessoa, isso é, Antonio Carlos Magalhães Neto”, que nega qualquer irregularidade.
ACM Neto não é investigado formalmente no inquérito. ele afirmou, por meio de nota, que as investigações não encontraram “qualquer diálogo” seu nem mesmo “citação direta” ao seu nome. “Existem apenas inferências, que, ainda assim, não estão relacionadas a qualquer ato ilícito”, disse o ex-prefeito.

