Idosa de Ilhéus é a primeira do Norte e Nordeste a usar coração artificial de forma definitiva

Maria de Souza, 74 anos, moradora de Ilhéus, tornou-se a primeira paciente do Norte e Nordeste a utilizar um coração artificial de forma definitiva. O procedimento só foi possível após uma decisão judicial que obrigou o plano de saúde a custear o tratamento. A ação foi movida pelo advogado e sobrinho da paciente, Dr. Frederico Farias, que explicou em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia que, devido à idade avançada e às comorbidades, não havia certeza sobre a viabilidade de um transplante.

Segundo Farias, o processo começou com um pedido judicial para que Maria fosse transferida em UTI aérea a um centro especializado, onde seria avaliada para um possível transplante. Como o transplante não era viável, os médicos recomendaram a implantação do coração artificial, que se tornou uma alternativa definitiva. A decisão judicial teve como base a legislação que garante o custeio de tratamentos alternativos fora do rol taxativo da ANS, desde que haja indicação médica e comprovação científica.

O caso é considerado um marco, já que o coração artificial, até então, era usado apenas como medida temporária antes do transplante. Mesmo após recurso da operadora de saúde, a Justiça manteve a decisão. Para o advogado, além de salvar a vida da paciente, o procedimento também foi economicamente mais viável para o plano de saúde do que mantê-la internada indefinidamente.

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