O Club Atlético Independiente, um dos maiores e mais tradicionais clubes da Argentina, enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história recente. A equipe soma 15 partidas consecutivas sem vitória, um jejum que vem causando revolta entre torcedores e pressão intensa sobre a diretoria e o técnico Carlos Tévez, que tenta reverter a má fase sem sucesso. O time, que já foi campeão de sete Libertadores, amarga uma das piores sequências de resultados da era profissional e ocupa posições incômodas na tabela do Campeonato Argentino. A crise dentro de campo se intensificou com protestos da torcida nos arredores do estádio Libertadores de América, além de pichações e cobranças diretas aos jogadores após os últimos jogos.
Fora dos gramados, a situação se agravou ainda mais após o vazamento de um vídeo polêmico envolvendo o atacante Abaldo Ferreira. Nas imagens, o jogador aparece em casa cercado por bebidas alcoólicas, maconha e notas de dólares, o que causou grande repercussão nas redes sociais e nos bastidores do clube. Após o escândalo, o atleta se pronunciou pedindo desculpas públicas à torcida e à instituição, alegando que o vídeo foi gravado em um momento de “erro pessoal”. Mesmo assim, a diretoria analisa possíveis sanções disciplinares. A combinação de crise técnica, pressão popular e escândalos extracampo faz o Independiente viver um cenário de instabilidade que ameaça comprometer toda a temporada, reacendendo o debate sobre a reestruturação administrativa e moral do clube.

