A ministra da Cultura, Margareth Menezes, respondeu às críticas que surgiram recentemente nas redes sociais sobre a Lei Rouanet em meio ao sucesso do filme O Agente Secreto, que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2026. Em entrevista, ela esclareceu que a produção brasileira não foi beneficiada pelo mecanismo de incentivo fiscal e que a discussão sobre o uso da Rouanet no caso é equivocada. Menezes ressaltou que o cinema nacional conta com um sistema próprio de fomento, administrado pela Ancine por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, que financia produções desde o desenvolvimento até a distribuição.
A ministra também classificou como descontextualizadas e mesquinhas as críticas que associaram a conquista internacional à lei de incentivo e enfatizou a importância de valorizar o momento de destaque do audiovisual brasileiro no mundo. Segundo ela, esta é uma oportunidade de reforçar o papel da cultura como geradora de emprego e representatividade, além de promover um debate mais amplo sobre os mecanismos de incentivo à produção artística no país.

