O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ampliou o escopo das investigações sobre o Corinthians, que começaram em julho para apurar uso irregular de cartões corporativos nas gestões de Andres Sanchez e Duilio Monteiro Alves. Agora, o Procedimento Investigatório Criminal (PIC) também inclui despesas da atual presidência de Augusto Melo, além de suspeitas de falsidade ideológica, associação criminosa, furto qualificado, estelionato e apropriação indébita. O caso ganhou força após o depoimento de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do clube, que afirmou que o crime organizado teria se infiltrado na instituição e relatou ter sofrido ameaças.
Entre as linhas de investigação, a promotoria apura se jogadores do clube chegaram a morar em um apartamento ligado a um suspeito associado ao PCC, sem indícios de irregularidade por parte dos atletas. O inquérito também se conecta a outras apurações, como o contrato com a ex-patrocinadora VaideBet e negociações de jogadores que teriam contado com a intermediação de figuras ligadas ao crime organizado. O Corinthians informou já ter entregue parte da documentação referente ao período de 2018 a 2025, enquanto novos depoimentos de dirigentes e envolvidos seguem agendados.
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