O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso nesta segunda-feira (8) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é suspeito de chefiar uma rede de abuso sexual infantil e pagar entre R$ 30 e R$ 100 por imagens das vítimas. Segundo a Polícia Civil, o material era enviado por responsáveis, como mães e avós, por meio do WhatsApp. As investigações apontam ainda que o suspeito utilizava documentos falsos para levar crianças e adolescentes a motéis, onde cometia os abusos, com pagamentos realizados via Pix e, em alguns casos, incluindo despesas pessoais das famílias.
De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, ao menos dez vítimas já foram identificadas em São Paulo, mas a polícia acredita que o número seja maior, inclusive em outros estados. O inquérito, iniciado em outubro de 2025, apura crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes, uso de documento falso e produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil. A Secretaria da Segurança Pública afirma que os investigados integram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e atuação coordenada.
Foto: Reprodução/TV Globo

