O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), anunciou nesta sexta-feira (22) que a sede da Prefeitura será transferida do Palácio Thomé de Souza para o Palácio da Sé, no Centro Histórico, até o início de 2026. A mudança depende da conclusão das obras de adaptação no imóvel histórico, iniciadas recentemente.
O anúncio foi feito durante o lançamento do projeto Corredor Verde, na Pituba. Segundo o prefeito, os ajustes internos no Palácio da Sé devem ser concluídos até o fim deste ano. “A expectativa é de que, em janeiro ou, no mais tardar, em fevereiro do próximo ano, possamos iniciar a transição”, disse Bruno Reis, sem fixar uma data definitiva.
Prazos e transição
A Prefeitura já ultrapassou o prazo fixado pela Justiça para desocupar o Palácio Thomé de Souza, atual sede do Executivo municipal. “Depois de 25 anos de uma ação judicial, em que usamos todos os recursos possíveis, chegou o momento em que não há mais como recorrer”, afirmou o prefeito.
O imóvel será convertido em um centro de convenções, dentro da estratégia da gestão municipal de dar novos usos a prédios históricos. A administração já comunicou oficialmente à Justiça o andamento da mudança. “Estamos mostrando que a fase de transição já começou. O imóvel foi alocado, as adaptações estão em andamento e seguimos o cronograma normal de execução”, acrescentou.
Relação com a Câmara Municipal
A mudança pode aproximar o Executivo e o Legislativo. Isso porque os vereadores estudam transferir a sede da Câmara de Salvador para o prédio do antigo Cine Excelsior, também localizado na Praça da Sé. Caso isso ocorra, os dois poderes municipais passarão a dividir a mesma região histórica da cidade.
O Palácio da Sé
Construído no início do século XVIII como residência de arcebispos, o Palácio da Sé foi inaugurado em 1715. O edifício conta com subsolo e três pavimentos, sendo um dos marcos da arquitetura colonial preservada de Salvador.
Originalmente, o palácio era conectado à antiga Igreja da Sé por passadiços elevados. A igreja, no entanto, foi demolida em 1933 para dar lugar à expansão dos trilhos dos bondes da Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia, restando o palácio como testemunho histórico da região.
Com a transferência da Prefeitura, o Centro Histórico passará a concentrar novamente a sede do Executivo municipal, reforçando o uso de imóveis de valor patrimonial com novas funções públicas.

