Três ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva entraram em conflito após atos indígenas no Pará que terminaram na segunda-feira, 23, com a confirmação, pelo Palácio do Planalto, da revogação do decreto 12.600. A norma previa a desestatização de rios estratégicos da Amazônia para criação de hidrovias. A decisão ocorreu após um mês de resistência em Santarém e interrompe o plano de concessão dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, pauta que mobilizou cerca de 1.200 lideranças indígenas.
A mediação do impasse gerou uma queda de braço entre Guilherme Boulos e Sonia Guajajara, de um lado, e Silvio Costa Filho, do outro. Enquanto o ministro de Portos e Aeroportos defendia a manutenção do decreto e a inclusão dos rios no Programa Nacional de Desestatização, Boulos e Guajajara apoiaram os indígenas e ribeirinhos. Após a publicação oficial da revogação no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 24, os manifestantes confirmaram a desocupação do porto da Cargill, encerrando os protestos.
Foto: Divulgação/SGPR

