A produção de sorgo no oeste da Bahia cresce em ritmo acelerado, com aumento de 39,3% na área cultivada, impulsionada pela resistência à seca, ciclo curto e boa adaptação ao solo do cerrado. O grão, tradicionalmente usado na alimentação animal, vem ganhando protagonismo como matéria-prima para biocombustíveis, especialmente o etanol de segunda geração, além de se mostrar competitivo frente a outras culturas devido ao menor custo de produção e à rotação de lavouras. A Inpasa, instalada em Luís Eduardo Magalhães, aposta no sorgo como alternativa estratégica para ampliar a oferta sem competir com lavouras já consolidadas.
Segundo a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), a cultura já é a quarta mais importante do estado entre os grãos, com área estimada em 160 mil hectares na safra 2024/25. O sorgo possui custo de produção cerca de 50% menor que o milho e menor exigência hídrica, o que o torna acessível a pequenos e médios produtores. Com expectativa de crescimento anual entre 6% e 9%, e potencial de dobrar diante do aquecimento do mercado de biocombustíveis, o grão desponta como uma alternativa sustentável e lucrativa para a diversificação agrícola e o fortalecimento da economia regional.

