O ex-presidente Michel Temer (MDB) defendeu que a discussão sobre a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 deve ser resolvida por meio de um “pacto nacional”. A proposta, segundo ele, envolveria representantes dos Três Poderes ,Executivo, Legislativo e Judiciário, além de entidades da sociedade civil e membros da oposição. Durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (15), Temer afirmou que o tema não pode ser conduzido de forma isolada por um único Poder. “Acho que o Brasil está precisando de um pacto que reúna os Três Poderes, entidades da sociedade civil e até chamamentos para membros da oposição”, declarou. O emedebista ainda comentou a pressão enfrentada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pautar o projeto, e disse que, se estivesse no lugar dele, colocaria a proposta em debate no colégio de líderes.
Na semana passada, Temer esteve em Salvador, onde participou do 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade. Em entrevista à imprensa, comentou também as divergências entre os ministros Alexandre de Moraes e Luiz Fux no julgamento da trama golpista que tem Jair Bolsonaro (PL) entre os réus. Para ele, as posições distintas são naturais dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e não devem ser interpretadas como fatores de instabilidade. “Houve duas posições processuais respeitáveis, e essa divergência é até natural nos julgamentos. Acredito na qualidade pacificadora, não só do Alexandre, mas também do Fux e de todos os ministros, porque sinto que há um desejo pela tranquilização do país”, afirmou o ex-presidente.
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