O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, firmou neste domingo (27) um acordo com a União Europeia para reduzir a tarifa sobre exportações do bloco de 30% para 15%. A negociação ocorreu após reunião com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. A decisão faz parte da estratégia americana de rever suas políticas de taxação a fim de conter o déficit comercial, favorecendo países que aceitaram negociar reduções tarifárias. Japão, Vietnã, Indonésia e Filipinas também conseguiram reduzir suas alíquotas.
O Brasil, no entanto, permanece entre os mais penalizados, com tarifa de 50%, sem previsão de negociação até agosto, segundo autoridades americanas. Outras nações como Laos, Canadá, Tailândia e Coreia do Sul também enfrentam taxas entre 25% e 40%. Uma trégua entre EUA e China também foi firmada, reduzindo temporariamente tarifas de 145% para 30% em produtos chineses.
No Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin revelou conversas com o secretário de Comércio dos EUA e propôs dobrar o comércio bilateral em cinco anos. Empresários esperam ganhar tempo nas negociações, mas a posição rígida dos EUA enfraquece essa possibilidade. Uma comitiva de senadores brasileiros inicia nesta segunda-feira (28) reuniões em Washington para tentar reverter ou ao menos adiar as sanções comerciais.

