Pelo menos três ministros do governo Lula avaliam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deveria autorizar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra em regime domiciliar a pena de 27 anos e três meses de prisão imposta pela Primeira Turma da Corte. Segundo relatos feitos sob reserva à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a defesa do benefício se daria por “coerência”, já que a prisão domiciliar foi concedida anteriormente ao ex-presidente Fernando Collor de Mello.
De acordo com um dos integrantes do governo, o tratamento diferenciado também poderia ser justificado pelo fato de Bolsonaro ter ocupado o cargo máximo do Executivo. “Tem que ter algum grau de diferenciação mesmo”, afirmou. Atualmente, Bolsonaro está preso na chamada “Papudinha”, um batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) localizado dentro do Complexo da Papuda, onde cumpre a pena relacionada ao julgamento da trama golpista desde a última quinta-feira (15).
Apesar das avaliações internas no governo, o STF já negou um pedido de prisão domiciliar feito por um advogado que não integra a defesa oficial do ex-presidente. Na decisão, proferida pelo ministro Gilmar Mendes, a Corte considerou o habeas corpus inadmissível por não ter sido apresentado pela defesa técnica de Bolsonaro, mantendo o ex-presidente detido na unidade militar do Distrito Federal.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

