O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA) afirmou que pretende buscar um ponto de equilíbrio entre as demandas dos trabalhadores e os interesses do setor produtivo.
Indicado como relator da PEC que propõe o fim da escala 6×1 na comissão especial que analisará o tema, Prates destacou a intenção de ampliar o diálogo com os empresários. Segundo ele, as conversas com representantes dos trabalhadores já estão mais avançadas. A informação foi divulgada pela colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles.
A comissão especial responsável pela análise das propostas será instalada nesta quarta-feira (29) e terá como presidente o deputado Alencar Santana (PT), também indicado por Hugo Motta. O colegiado contará com 38 membros titulares e 38 suplentes, além de uma vaga destinada a bancadas que não atingiram o coeficiente partidário necessário para participação direta.
De acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, o cronograma de tramitação está mantido, e o debate deverá ocorrer de forma equilibrada, com a participação de diferentes setores envolvidos. A expectativa, segundo ele, é que o texto final permita a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, garantindo mais tempo para convívio familiar, cuidados com a saúde e lazer.
Na última sexta-feira (24), Motta oficializou a criação da comissão que analisará duas propostas de emenda à Constituição sobre o tema. Uma delas, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT), prevê a redução da carga semanal de 44 para 36 horas, com transição gradual ao longo de dez anos.
Já a proposta da deputada Erika Hilton (PSOL) estabelece uma jornada de quatro dias de trabalho por semana, também limitada a 36 horas semanais.
O debate sobre a redução da jornada de trabalho deve ganhar força nos próximos dias, com diferentes visões sendo apresentadas por representantes do setor produtivo e dos trabalhadores.
