Acontece feira da diversidade na ALBA

Vestidos, bolsas, sapatos, imagens, roupas de cama, semijoias, bijuteria, beiju, bala de café, castanhas. Esses são alguns dos muitos artigos que, durante esta semana, os servidores e visitantes da Assembleia poderão adquirir, nas barracas da Feirinha da ALBA, distribuídas no corredor em frente ao refeitório da Casa Legislativa.
Em uma das barracas da feirinha, a empreendedora Raimunda Miranda já participa do evento da Casa há mais de seis anos, vendendo roupa de cama, mesa e banho. Antes, ela tinha duas lojas de material de construção, que acabou fechando por problemas de segurança. A empreendedora é aposentada, mas o benefício não é suficiente para bancar as despesas da família. “Por isso é tão importante, para mim, ter esse espaço na Assembleia Legislativa.

Dividindo uma barraca, as artesãs Valdemir Nascimento e Gerusa Siqueira expõem bijuterias, imagens sacras, terços e outras peças criadas por elas. Logo no primeiro dia da semana, elas já festejavam o fato de participar do evento. “Aqui, a gente se sente empoderada e pode complementar a renda familiar. A gente agradece por esse espaço, um local seguro e confortável, com uma boa estrutura para os empreendedores, que nos possibilita complementar a pouca renda que a gente tem”, disseram.

Valdemir é mãe atípica – o filho tem Transtorno de Espectro Autista – assim como outra artesã, Nadja Teles, que faz bolsas com estampas personalizadas para todos os gostos. Para elas, vender na Feira da ALBA tem sido muito bom para o processo de divulgação, de trazer novos clientes, novos seguidores para o instagram e como mãe de uma pessoa autista tem sido um momento de fortalecimento.

“É um momento em que vejo que sou capaz, que eu posso, que eu consigo, de empoderamento mesmo. É uma ajuda financeira pra gente, que não pode trabalhar formalmente. Esse espaço da ALBA é diferenciado porque é seguro, tem toda uma estrutura e um acolhimento especial”, colocou.

Em uma das barracas, Renath Souza vende bala de café, beiju, sequilhos, avoador, castanhas, tilápia, bode, produtos oriundos de Miguel Calmon, Senhor do Bonfim, Várzea da Roça, Várzea do Poço, Jacobina, Juazeiro e Uauá. Ela começou como empreendedora vendendo balas artesanais de café na Faculdade e foi ampliando a oferta. Com a atividade, conseguiu pagar as mensalidades e se formar.

Em sua opinião, expor na feira tem sido fundamental para as finanças. “Além de divulgar o meu trabalho, por dar uma visibilidade maior aos produtos, porque nem sempre dá pra passar em todos os gabinetes. Além de alcançar os visitantes, alcanço um publico mais abrangente, e não tenho que carregar tanto peso”, comentou.

Deixe um comentário

Notícias Relacionadas

Redes Sociais

Categorias

Precisa de ajuda?