Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego aponta que trabalhadores negros na Bahia recebem, em média, cerca de R$ 3 mil a menos que trabalhadores brancos. Enquanto a remuneração média dos brancos chega a R$ 9.109,45, a dos negros fica em R$ 5.934,43, evidenciando uma desigualdade significativa no mercado de trabalho estadual.
Mesmo sendo maioria da população e representando 84,2% dos vínculos empregatícios, pessoas negras ainda enfrentam sub-representação em cargos de liderança, funções técnicas mais bem remuneradas e empregos formais com maior proteção. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística reforçam que a diferença salarial persiste inclusive entre trabalhadores que exercem as mesmas funções, com maior disparidade entre aqueles com ensino superior completo.
A desigualdade é ainda mais acentuada entre mulheres negras, que recebem, em média, R$ 2.645,93 — valor inferior ao de homens não negros, o grupo mais bem remunerado. Apesar de legislações como o Estatuto da Igualdade Racial proibirem discriminação salarial, os dados mostram que a equiparação de rendimentos ainda é um desafio no estado e no país.
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