Espaço do Hospital Vida foi interditado cautelarmente pela Sesab após morte de Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, durante procedimentos estéticos
O centro cirúrgico do Hospital Vida, em Ilhéus, no sul da Bahia, foi interditado cautelarmente pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) após a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos.
A interdição ocorreu nesta quinta-feira (27), depois que uma fiscalização identificou que o espaço não possuía alvará sanitário para funcionar como centro cirúrgico. A informação foi confirmada pela própria Sesab. (A TARDE)
Adriele morreu na madrugada de quarta-feira (26), após ser submetida a quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. A empresária morava nos Estados Unidos e estava na Bahia durante as férias. (Voz da Bahia)
Polícia investiga circunstâncias da morte
A morte da empresária também é investigada pela Polícia Civil da Bahia. O delegado Luiz Henrique Machado de Paula, responsável pelo caso, afirmou que a investigação ainda está em fase inicial e que é necessário reunir documentos antes de apontar eventuais responsabilidades.
A polícia solicitou o prontuário médico e documentos administrativos do hospital, além de informações aos órgãos de fiscalização. O laudo da necropsia também deverá ser analisado pelos investigadores. (A TARDE)
“Estamos aguardando as documentações médicas e administrativas, até ter os documentos em mãos não posso fazer nenhuma afirmação”, explicou o delegado.
Defesa do médico contesta irregularidades
O cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, responsável pelos procedimentos, afirmou, por meio da defesa, que a cirurgia foi realizada em uma unidade hospitalar licenciada, com centro cirúrgico habilitado e acompanhamento de uma médica anestesiologista durante todo o procedimento.
Segundo a defesa, a cirurgia ocorreu sem intercorrências até a etapa final, quando Adriele apresentou uma alteração súbita e grave no quadro clínico. Os sinais registrados no prontuário teriam sido considerados compatíveis com hipertermia maligna, uma condição rara e potencialmente fatal relacionada à exposição a determinados agentes anestésicos. (bahianoticias.com.br)
A defesa afirma que medidas de emergência foram adotadas, mas a empresária não respondeu ao tratamento.
O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar eventuais responsabilidades administrativas, médicas ou criminais.
