Presidente afirmou confiar na honestidade do senador baiano e disse que não pode tomar decisões políticas com base em “ilações”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) durante sabatina no Jornal Nacional, nesta quinta-feira (27). Questionado sobre a permanência do apoio ao parlamentar, que é candidato à reeleição pela Bahia e é citado em uma investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master, Lula afirmou que não há, até o momento, prova de envolvimento de Wagner com o banco. (Poder360)
“Até agora não está provado que ele tinha envolvimento com o Master”, afirmou Lula. O presidente explicou que Wagner mantinha relação com Augusto Ferreira Lima, mas que, segundo ele, na época em que essa relação existia, Augusto ainda não tinha ligação com o Banco Master. (Metrópoles)
Lula também criticou o que classificou como uma política baseada em suspeitas sem comprovação.
“O que eu não posso admitir para mim é aceitar que eu possa fazer política vivendo de ilações todo santo dia”, declarou.
Lula diz confiar na honestidade de Wagner
Durante a entrevista, o presidente ressaltou a relação de décadas que mantém com o senador baiano e afirmou ter confiança na conduta de Wagner.
“Eu tenho consciência de que o Wagner é honesto”, disse Lula.
O presidente também defendeu o princípio da presunção de inocência e afirmou que não pretende abandonar um aliado apenas por causa de uma investigação em andamento.
“As pessoas são inocentes até provar o contrário”, declarou. (Poder360)
Apesar da defesa, Lula afirmou que, caso seja comprovada alguma irregularidade cometida por Wagner, o senador deverá responder pelos atos.
“Se ele cometeu um desvio, vai acontecer o que vai acontecer com qualquer pessoa, vai pagar o preço do que cometeu”, afirmou. (Metrópoles)
Wagner é investigado pela Polícia Federal
Jaques Wagner é citado nas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes financeiras e corrupção relacionadas ao Banco Master.
Relatórios da PF apontam contatos entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco. O senador nega qualquer irregularidade.
Em junho, Wagner deixou a liderança do governo Lula no Senado após ser alvo de uma operação de busca e apreensão. Na ocasião, afirmou que a decisão havia sido tomada em acordo com o presidente e que passaria a concentrar esforços em sua defesa. (varelanet.com.br)
Durante a sabatina, Lula manteve o apoio político ao senador e afirmou que não pretende romper a relação com o aliado enquanto não houver comprovação de irregularidades.
